No novo lançamento cinematográfico que está dominando conversas e bilheterias, “A Empregada” entrega exatamente aquilo que promessas de capa, plot twists e suspense psicológico prometem — e em muitos momentos ultrapassa o esperado.

Baseado no bestseller de Freida McFadden, o filme dirigido por Paul Feig mergulha o público em um mundo glamuroso, obscuro e cheio de reviravoltas. A narrativa segue Millie (interpretada por Sydney Sweeney), uma jovem com um passado turbulento que aceita um trabalho como empregada doméstica em uma mansão de luxo de uma família aparentemente perfeita. O que começa como uma oportunidade de recomeço logo se transforma em uma espiral de manipulação, segredos e jogos psicológicos que prendem o espectador até o último minuto.
Um jogo de aparências e tensão
O coração de “A Empregada” é o embate entre Millie e Nina Winchester (Amanda Seyfried), a matriarca carismática e ambígua que a contrata. À primeira vista, Nina parece acolhedora e excêntrica, mas conforme a trama avança, sua real natureza — e motivo — começam a emergir com força perturbadora.
A direção de Paul Feig é inteligente ao misturar elementos de suspense clássico com toques satíricos e, por vezes, momentos de humor negro. A atmosfera gótica criada pela cinematografia e trilha sonora amplia a sensação de desconforto, fazendo o espectador questionar quem está manipulando quem.

Atuações que marcam
Sydney Sweeney dá vida a Millie com intensidade, equilibrando vulnerabilidade e astúcia de forma convincente — ela não é apenas uma vítima, mas uma protagonista ativa em sua própria sobrevivência. Amanda Seyfried, por sua vez, entrega uma performance eletrizante como Nina: ao mesmo tempo encantadora e imprevisível, ela rouba muitas cenas com nuances que vão do doce ao cruel sem aviso prévio.
O elenco de apoio também se destaca, com personagens que flutuam entre aliados e antagonistas, adicionando camadas de ambiguidade às relações no universo do filme.

Twists e reflexões
O roteiro de Rebecca Sonnenshine honra o livro original, mas não se limita a uma adaptação literal. Algumas mudanças, especialmente no final, amplificam o impacto dramático e oferecem um fecho mais sangrento e cinematográfico do que o material de origem, o que divide opiniões — mas sem dúvida mantém o público falando sobre o filme depois dos créditos.
Mais do que um thriller doméstico tradicional, A Empregada levanta questões sobre poder, privilégio e as máscaras que fazemos questão de manter em sociedade. Em seu núcleo, ele funciona como uma sátira afiada das dinâmicas de classe e das expectativas de feminilidade e sucesso.
Um thriller com leitura feminista afiada
Por trás da trama de suspense, existe uma crítica clara às dinâmicas de poder entre mulheres, especialmente quando atravessadas por classe social, dinheiro e reputação. O filme questiona quem realmente tem controle, quem é desacreditada e quem pode reescrever a própria narrativa.
Sem discursos óbvios, A Empregada prefere mostrar como a sociedade tende a subestimar certas mulheres enquanto superestima outras — e como isso pode ser usado como arma.
Vale a pena assistir?
Sim — especialmente para quem gosta de thrillers domésticos elegantes, com reviravoltas bem calculadas e personagens femininas complexas. A Empregada é um mergulho delicioso e tenso no lado escuro das relações humanas, com performances fortes, clima envolvente e reviravoltas que valem cada minuto. Embora não seja um filme perfeitíssimo — às vezes exagera no tom ou recorre a elementos já conhecidos do gênero — ele cumpre com maestria o que promete: um suspense psicológico que gruda na mente e garante muita conversa após a sessão.
Nota Pop Lover News: ⭐⭐⭐⭐✰ (4/5)
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